A oncoginecologia cirúrgica trata os tumores do colo do útero, do corpo do útero (endométrio), dos ovários e das tubas uterinas, além dos tumores de vulva e vagina. Em São Paulo, o Dr. Gustavo Henklain Duarte (CRM 168708-SP, RQE 120070 em Cirurgia Oncológica) atende no consultório da Av. Paulista, 1048, e recebe pacientes encaminhadas por ginecologistas da zona sul da cidade. De Moema, Campo Belo, Brooklin e Vila Nova Conceição o trajeto costuma levar poucos minutos pelo metrô ou pela Av. 23 de Maio. O trabalho do cirurgião oncológico começa antes da sala cirúrgica: definir a extensão real da doença, decidir se a cirurgia é mesmo o primeiro passo e escolher a via de acesso segundo a evidência específica daquele tumor. Nem todo câncer ginecológico começa operando: no câncer de colo do útero localmente avançado, o tratamento inicial é a quimiorradiação, não o bisturi.

Quais tumores a oncoginecologia trata

Chamar tudo de "câncer ginecológico" atrapalha a paciente, porque cada órgão de origem se comporta de um jeito. O câncer do colo do útero decorre da infecção persistente por HPV oncogênico e tem uma fase pré-invasiva longa, o que explica por que o exame preventivo funciona tão bem. O câncer de corpo do útero, ou do endométrio, aparece predominantemente após a menopausa e avisa cedo, com sangramento uterino anormal. É o tumor ginecológico de melhor prognóstico justamente por causa desse sinal precoce, ainda que, no Brasil, o colo do útero siga sendo o de maior número de casos novos. O câncer de ovário caminha em silêncio pela cavidade abdominal e chega ao diagnóstico já disseminado na maior parte dos casos. Os tumores de vulva e vagina são menos comuns e exigem cirurgia com atenção especial à função e à reconstrução.

  • Colo do útero: ligado ao HPV; cirurgia nos estágios iniciais, quimiorradiação a partir da doença localmente avançada.
  • Endométrio (corpo do útero): sangramento pós-menopausa é o sinal-chave; histerectomia total com salpingo-ooforectomia e avaliação linfonodal.
  • Ovário e tubas: sintomas vagos e persistentes; cirurgia citorredutora combinada com quimioterapia à base de platina.
  • Vulva e vagina: lesão que não cicatriza, prurido ou nódulo; ressecção com margem e, quando indicado, pesquisa de linfonodo sentinela.

Onde entra o cirurgião oncológico

O ginecologista faz o rastreamento, investiga o sintoma e conduz a maior parte das doenças benignas. Quando a suspeita é de malignidade, muda o objetivo da operação: não basta retirar a lesão, é preciso retirá-la com margem adequada, documentar a extensão da doença e evitar manobras que disseminem células na cavidade. Um exemplo concreto: romper um cisto ovariano maligno dentro do abdome durante a retirada altera o estadiamento e pode acrescentar tratamento sistêmico a um caso que talvez não precisasse dele. Outro: um tumor de endométrio operado sem avaliação linfonodal deixa a equipe sem a informação necessária para decidir o tratamento complementar.

Por isso a primeira cirurgia é a que mais pesa. A reoperação para completar o que ficou incompleto enfrenta aderências, anatomia distorcida e um intervalo perdido de tratamento. A formação em Cirurgia Oncológica pelo A.C.Camargo Cancer Center e o registro RQE 120070 do Dr. Gustavo Henklain se traduzem, na prática, nesse ponto: planejar a operação a partir do estadiamento, e não o contrário.

Estadiamento antes da conduta

Antes de indicar qualquer procedimento, a consulta reúne exame ginecológico, imagens (ultrassonografia transvaginal, ressonância de pelve, tomografia de tórax e abdome), marcadores tumorais quando aplicáveis e a revisão do material de biópsia. Revisar lâmina e bloco de parafina com um patologista experiente não é formalidade: subtipo histológico e grau mudam a extensão da cirurgia. Na doença avançada, a discussão em equipe multidisciplinar (oncologia clínica, radioterapia, patologia e radiologia) define se o melhor primeiro passo é operar, tratar antes com quimioterapia ou encaminhar para tratamento não cirúrgico.

A via de acesso segue a mesma lógica de evidência, e não a preferência tecnológica. No câncer de endométrio, a via minimamente invasiva é adequada e traz recuperação mais rápida. Na histerectomia radical por câncer de colo do útero inicial, a literatura aponta a via aberta como padrão. Na doença avançada de ovário, a laparotomia mediana é o que permite inventariar toda a cavidade e ressecar implantes em locais de difícil acesso.

Sinais que merecem avaliação

Nenhum sintoma isolado faz diagnóstico, mas alguns pedem investigação em vez de espera: sangramento vaginal após a menopausa; sangramento depois da relação sexual; corrimento com odor persistente; aumento do volume abdominal com saciedade precoce por mais de três semanas; dor pélvica que não cede; nódulo ou ferida na vulva que não cicatriza. Adiar a investigação raramente resolve o problema e frequentemente troca uma cirurgia menor por um tratamento maior.

Conteúdos específicos deste cluster

As páginas abaixo aprofundam as duas situações que mais geram dúvida na consulta:

Atendimento e acesso em São Paulo

O consultório fica na Av. Paulista, 1048, 18º andar, em Cerqueira César, com estação de metrô a poucos metros. Pacientes de Moema, Vila Mariana, Campo Belo, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Brooklin, Jardins e Vila Nova Conceição chegam pela linha verde, pela linha azul ou pela Av. 23 de Maio. As cirurgias são realizadas em hospitais da capital, escolhidos conforme o porte do procedimento, a estrutura necessária no pós-operatório e a cobertura do convênio. Consultas de segunda opinião são bem-vindas e recomendáveis antes de qualquer cirurgia oncológica de grande porte.

Perguntas frequentes

Câncer de colo do útero e câncer de útero são a mesma coisa?
Não. O câncer do colo do útero nasce na porção que se comunica com a vagina, é causado por infecção persistente pelo HPV e costuma aparecer em mulheres a partir dos 30 anos. O câncer de corpo do útero (endométrio) nasce no revestimento interno da cavidade uterina, não tem relação com o HPV e aparece com mais frequência após a menopausa, com sangramento como sinal principal. São doenças diferentes, com estadiamento, cirurgia e prognóstico diferentes, inclusive a via cirúrgica recomendada é outra.
Meu ginecologista pediu para eu procurar um cirurgião oncológico. Já é câncer?
Nem sempre. O encaminhamento acontece também diante de um nódulo anexial com características indeterminadas, de um marcador tumoral alterado ou de uma lesão que precisa ser retirada com margem para saber o que é. Boa parte dessas avaliações termina em diagnóstico benigno. O motivo do encaminhamento é garantir que, se for maligno, a primeira cirurgia já seja feita da forma correta. Reoperar depois de uma abordagem incompleta costuma ser mais difícil e adiar o tratamento.
Toda cirurgia oncológica ginecológica retira útero e ovários?
Não. A extensão depende do órgão de origem, do estágio, da idade e do desejo de gestar. Existem operações conservadoras (conização no colo, retirada de apenas um ovário em tumores iniciais de mulheres jovens) e operações amplas, quando a doença já se espalhou pela cavidade abdominal. A decisão é individual e discutida antes, com o cenário mais provável e o plano alternativo caso o achado intraoperatório seja diferente do esperado.
Que exames devo levar na primeira consulta?
Leve o laudo e, quando possível, as imagens em mídia dos exames já realizados (ultrassonografia transvaginal, tomografia ou ressonância), os resultados de marcadores tumorais, o laudo do exame preventivo ou da biópsia e a lâmina/bloco de parafina, caso já exista material. O bloco permite revisão do diagnóstico por patologista, algo que muda a conduta com mais frequência do que se imagina. Leve também a lista de medicamentos em uso e o histórico de câncer na família.
O consultório fica na zona sul de São Paulo?
O consultório fica na Av. Paulista, 1048, 18º andar, em Cerqueira César, bairro central, vizinho aos Jardins. Uma parte relevante das pacientes vem dos bairros da zona sul, como Moema, Vila Mariana, Itaim Bibi e Vila Olímpia, com acesso direto pela linha verde e pela linha azul do metrô. As cirurgias são realizadas em hospitais da capital, definidos conforme o porte do procedimento e o convênio.

Fontes

Conteúdo informativo revisado por médico; não substitui a consulta nem a avaliação individualizada. Em caso de dor abdominal intensa, febre, vômitos persistentes ou sangramento, procure atendimento de urgência.

Revisado por Dr. Gustavo Henklain Duarte, CRM 168708-SP | RQE 120070 e RQE 105657. Última revisão em 31 de julho de 2026.